quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Visão

Em algum lugar
Entre o dormir e o despertar
Bálsamo há que nos faz reviver
E nos traz à luz ilusões de nascer
Mas jamais nos deixa esquecer
Que um dia iremos morrer
Em algum lugar
Entre o dormir e o despertar

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Coração Morto

(Em 13 de setembro de 2000 - fase ultra-romântica)

Longe, muito longe
Nas flores da primeira estação
Flores pálidas, imortais
Servindo de leito a um coração

Um coração doente
Órfão da extrema violação
De sua essência desolada
Nada resta, tudo em vão

O Vulto, que em mortal silêncio
Vela no jardim de sua Criação
Na tortura da lágrima perdida
Prateia a morte de seu coração

O Vulto, que em mortal silêncio
Ergue aos céus maldita oração
Brada com os olhos por morrer,
Na volúpia da dor, seu coração

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Verdade e Silêncio

Guardo Verdade sobre um lenço branco
Mantendo pura sua visão eterna
Em se saber, sem se fazer fantasma,
O que nos fere e nos relega ao pranto

Guardo Silêncio no olhar perdido
No contemplar de mil astrais cadentes
Em se falar, sem se sentir presente,
O que eleva invés do que é maldito

Que não se faça mais mortal juízo
Nem se mortalhe a opinião sincera
Guardo Verdade como meu aviso

Que não se abrace a transgressão enferma
No Verbo Negro que nos dilacera
Guardo Silêncio como minha arma